Você baixou minha guarda. Com esses olhos intensos e essa risada idiota. É engraçado, não é? É engraçado como nós conseguimos encontrar a felicidade em lugares estranhos. Eu estava tentando ser, apenas existir, me encontrar novamente, me recuperar de um rompimento. Eu estava tentando ser egoísta, focada, determinada. Eu estava cumprindo minha rotina religiosamente, encontrando paz na simplicidade, encontrando graça nas pessoas ao meu redor.
Eu consegui encontrar a felicidade cantando músicas sertanejas no semáforo, compartilhando cheeseburgers e batatas fritas com meus melhores amigos e observando as estrelas em silêncio. Eu, finalmente, aprendi que amor não é unicamente centrado em uma pessoa e não é feito de uma única sensação. O amor é transitivo: pessoas, lugares, memórias. Finalmente, entendi tudo isso.



Vá em frente. Me chame de patética, louca, masoquista ou ridícula por estar esperando por alguma coisa que não existe. Revire os olhos e diga-me que não consegue entender. Me julgue por admitir que ainda fico sentada, acordada durante a noite e esperando que você esteja pensando em mim também. Sério, pode rir. 
Diga o que você tiver que dizer. Diga em alto e bom som. Diga que eu já deveria ter superado tudo. Diga que estou me martirizando. Diga que tudo isso é só perca de energia. Diga o que vier à sua mente sobre o fato de que eu estou admitindo abertamente que algumas vezes queria que você estivesse comigo, ao redor da fogueira contando suas histórias e que algumas vezes, quando eu escuto seu nome, meu coração ainda engasga.
Tudo bem. Eu sinto sua falta e não me sinto mal por isso.
Eu acho que está escrito em algum lugar que, uma vez que você segue em frente, uma vez que você se cura de ter sido machucado, você não é mais permitido a sentir falta de quem esteve com você. É como se um dia você fosse acordar e *PUF* ter superado tudo e nunca mais ficar triste sobre isso novamente. Parece que existe uma data limite para a solidão, para a nostalgia, para aquela sensação inexplicável de querer ligar e contar as novidades. É como se depois dessa data limite, desse mágico *PUF* você nunca mais fosse sentir nada disso. Você estaria livre de todos esses sentimentos e não se sentiria triste novamente. 
Mas é uma grande mentira. Uma completa e estúpida mentira.
Quando você ama alguém, e o ama profundamente, esse alguém está conectado a você. Se torna sua casa, sua tranquilidade e seu centro. Então, quando essa pessoa se vai, é natural que você sinta falta dela. É totalmente natural sentir saudades de lugares e de pessoas. Não é algo bom. Não é algo ruim. Apenas é. 
Sendo assim, algumas vezes, não há nada que eu possa fazer, eu sinto a sua falta. 
Não o tempo todo. Não, eu não estou ansiando por você a todo minuto, todos os dias. Eu não estou obcecada, não estou louca, nem depressiva e nem doente em um estado de solidão miserável. Mas algumas vezes eu sinto sua falta. Alguma coisa maravilhosa acontece e eu quero correr e te mostrar. Alguma coisa ruim acontece e eu quero ouvir sua voz me tranquilizando e dizendo que, de alguma forma, vai ficar tudo bem. Quando algo novo surge em minha vida eu tenho o impulso de conversar com você sobre isso e ouvir sua opinião. Algumas vezes eu, simplesmente, sinto sua falta.
E, quer saber? Estou cansada de tentar esconder isso.
Estou cansada de pensar que só por que estou triste, sinto falta de alguém ou só por que queria que as coisas não fossem como são, isso me torna fraca ou patética. Estou cansada de engolir coisas que me são fardos com o interesse de não parecer ridícula. Estou cansada de fingir que não sinto a sua falta só por que em algum momento alguma regra de etiqueta, alguma regra de "quem se importa menos" decidiu que eu não deveria. 
Você foi uma parte da minha vida. Você foi alguém importante para mim, alguém com quem me importei. Você foi alguém digno de ser lembrado. Eu me recuso a acreditar que empurrar as memórias para baixo da cama, fingindo que momentos nostálgico não estão em minha mente, fingindo que não sinto sua falta e do que fomos e do que poderíamos ter sido, pode ser mais saudável que, simplesmente, admitir a verdade. 
Sinto sua falta e não me envergonho disso. Sinto sua falta por que eu te amei. E se isso me torna patética, em seu ponto de vista, então, sou patética. 

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE THOUGHT CATALOG E TRADUZIDO POR Ane Karoline.
LINK DO TEXTO ORIGINAL - em inglês.




Aí está. Está dito. 
Não estou mais com o coração em pedaços. De verdade, não estou. Não sou só uma garota falando isso para convencer a todos a me olharem com olhos curiosos. Eu estou dizendo isso porque é a verdade. É exatamente isso: eu sinto a sua falta. Está dito. Mas não te vejo mais como um hábito em minha vida.
Eu não penso instintivamente em te ligar, eu nem tenho mais seu número memorizado (é 92 ou 95?) e, quando alguma coisa acontece, eu não vejo mais as minhas mãos procurando pelo celular para te mandar alguma mensagem com os detalhes. Há um tempo você não tem sido mais o meu contato de emergência e, honestamente, eu acho que não conseguiria reconhecer sua voz em uma multidão.
Mas ainda existem dias, ainda existem momentos em que tudo que eu quero fazer é olhar para você sorrindo e revirar meus olhos. Existem dias, existem momentos em que sei que tenho sido estúpida e sei que você ainda riria de mim. Existem dias, existem momentos em que sinto como se você o único que me entenderia. E, então, eu posso admitir que existem momentos em que, mesmo que eu não consiga me lembrar da sua voz, eu ainda sinto falta do seu sorriso e, ainda, adoraria te ouvir gargalhar.
Posso até repetir: eu ainda sinto sua falta. Está dito. Mas eu não estou vazia. Eu não sinto como se houvesse um buraco om o seu tamanho exato em meu peito. Eu não assisto o sangue pulsar pelas minhas veias enquanto suas mentiras fluem em mim. Eu não te procuro para que você termine minhas frases ou me busque no fim do dia. Eu não estou tentando completar nada porque eu sou completa. Totalmente completa. Inteira.
Mas, ainda assim, vejo meus dedos procurando por seus ombros para acariciá-los enquanto você me abraça. Me vejo engolindo seu nome quando estou em lugar vazio e gostaria de alguma companhia. Me abraço e penso "Ele adoraria isso" enquanto observo as noites de verão e o céu estrelado. Eu sou inteira, mas isso não significa que não haja um espaço. 
E apesar de dizer, com toda a verdade que há em mim, que ainda sinto sua falta, eu não estou mais esperando por você. Eu não fico mais acordada durante a noite e não estou sentada na cama, encarando a porta, esperando que você, magicamente, apareça. Eu não fico mais observando a relógio e me sentindo decepcionada por você não aparecer. Não estou guardando espaço para você. Na verdade, não há nada para você aqui. Esse é um mundo que criei sem você, não te pertence e eu não estou esperando que você venha pedir um espaço aqui. 
Não estou esperando, desejando, procurando e nem orando por isso. E, definitivamente, eu não estou esperando. Estou mais velha e um pouquinho mais esperta. E eu sei que não, tão pouco, espaço aí para mim. Eu mudei e eu, simplesmente, não tenho mais um coração em pedaços por sua causa.
Eu poderia afirmar que não há mais nada, exceto pela saudade. Ainda há alguma coisa. Eu posso fingir ignorar isso, como tenho feito, mas continua aqui. E, por mais que eu tente, não posso negar. Porque eu acho que sempre haverá algo, pelo menos enquanto eu sentir sua falta. 
Eu ainda sinto a sua falta e acho que uma parte de mim sempre vai sentir.


TEXTO EXTRAÍDO DO SITE THOUGHT CATALOG  E TRADUZIDO POR ANE KAROLINE.
LINK DO TEXTO ORIGINAL - em inglês.