Eu sei que se conselho fosse bom, a gente deveria vender. Eu sei que não posso e nem quero me meter. Mas se eu pudesse te dar um conselho, te aconselharia a não esperar a vida acontecer: ir lá e fazer. Caminhar, correr, cair e levantar sem medo de perder. A gente perde mesmo é pelo medo de tentar. Esse, na verdade, é o conselho número 2: arrisque. Vivi 18 anos sem comer mostarda porque achei que fosse ruim. Veja só que medida mais sem comprimento: achei. Achei errado, como várias outras vezes. Provei, gostei e a única coisa que perdi foram 18 anos daquele gostinho marcante de mostarda em minha vida. 
Ah, esse é o conselho número 3: esse espaço de tempo consciente que apelidamos carinhosamente de vida é exatamente isso, um espaço de tempo que passa - e passa que é uma beleza. Aliás, pode ser uma beleza. E pode não ser. Mas a gente pode tentar fazer ser uma beleza, ao nosso jeitinho, especialmente nesse dia que fica entre o ontem e o amanhã! Porque, de repente, ele já não existe mais. Tem isso também: tudo passa, ainda bem! E esse é o conselho número 4: não se aborreça tanto assim, tudo vai chegar ao fim. Tudo pode mudar. As coisas são criadas e recriadas a cada instante. Essa sua tragédia de agora, possivelmente, não será nada no próximo ano. Quem te chateia hoje, amanhã vai estar seguindo outros rumos.
Eis o conselho número 5: as pessoas são coautores de nossa história. Não desperdice isso e nem, tão pouco, faça delas os únicos autores. Somo todos colaboradores e ninguém está nenhum degrauzinho acima. Falando em estar acima, não queira. Conselho número 6: faça o melhor que puder, seja o melhor que puder sem precisar (ou desejar) estar acima de ninguém. Mantenha a ideia de que somos colaboradores.
Plante, cultive e espalhe amor é a melhor forma de convivência e sobrevivência existente. Diga bom dia e seja o último a sair de um abraço. Somos colecionadores de miudezas, na verdade, somos construídos por elas. Falo das coisas que não têm tamanho, aquelas que podem parecer pequenas mas são tão apreciáveis que tornam-se imensuráveis. Coisinhas. Coisinhas que nos edificam sem que percebamos. Conselhos 7, 8 e 9. E esperando que o décimo seja realmente um acréscimo digo: acredite. Qual é o pior que pode acontecer? Não acreditar é um ato de desesperança e covardia tão grande que apaga milhares de chances todos os dias. Acreditar é ter um caminho para trilhar. 


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