Foto por: Ane Karoline
    A primeira vitória que conquistamos quando nos dispomos a mudar alguma coisa, quando estamos dispostos a melhorar quem somos, é admitir que temos algo a melhorar. A segunda vitória, nesse caso, é  ter a coragem de fazer algo, levantar-se para tentar mudar. A coragem de ir é mais importante que chegar. Foi essa, uma das lições que os meus amigos (participantes do desafio #RRL) me ensinaram. A chegada, a realização, a finalização, a conquista são maravilhosas mas o caminho é importante. A nossa vida é o caminho e não há nada que justifique deixar a vida passar, deixa a vida escorrer entre os dedos da gente. Não há nada que valha essa ansiedade por vencer, sempre. Não há razão para esperar pela felicidade: a gente pode ser feliz agora, de verdade, sem curtir e nem compartilhar nada no facebook. A gente pode ser feliz na simplicidade, mas é preciso escolher a simplicidade. É bonito ver as pessoas da vida real, é bonito ver-se: com nossas mazelas, nossas dores, falhas e segredos. É bonito ter tempo para descobrir-se e descobrir o outro, ter tempo para descobrir a quantidade de chantilly que a gente gosta no café, tempo para descobrir os dias em que o ingresso do cinema é mais barato e para jogar conversa fora em um domingo a tarde. Existe um lado bonito da vida que os pixels não conseguem englobar: é simples demais para caber em uma mensagem instantânea. É bom saber que os abraços ainda são refúgios quentes quando os procuramos. É  cliché? É. Mas quem foi que disse que o cliché é ruim?


   Durante as quatro semanas do desafio RRL eu tive a, privilegiada, experiência de descobrir várias coisas com as minhas sensações pessoais em estar menos tempo online e em poder ler os relatos dos meus amigos sobre as suas sensações. Dos que acompanhei de perto, pude ver o sorriso sincero quando diziam "nem lembrei do celular hoje", ver a felicidade transformada em gestos. Ouvi várias coisas maravilhosas deles e a Débora me disse o que constatei observando os outros e a mim "parece que a gente usa mais o celular quando está triste, né? A gente fica procurando algo para preencher".
   Falo sobre caminho, sobre amor, sobre beleza e simplicidade porque foram essas as palavras chaves do desafio. E, quando digo que o caminho é mais importante que a chegada é porque sei que foi muito complicado usar apenas a quantidade de horas pré-estabelecidas ao decorrer das semanas. Eu, por exemplo, por várias vezes, não consegui mas acordava no outro dia disposta a tentar novamente. Por essa razão, decidi não expor o desempenho dos participantes aqui e decidi, também, mantê-los todos no desafio. Os prêmios serão entregues em, no máximo, 30 dias a partir da data de postagem e serão distribuídos com base no desempenho no desafio, como havia sido previamente combinado. Vamos ver como ficou o resultado?
1- Alexandre Oliveira - O Alexandre esteve muito empenhado no desafio e se mostrou fiel ao combinado. O prêmio será: Livro: Polyanna (esse livro é sensacional e foi muito importante para mim).
2-  Marta Guedes - A Marta foi sensacional no desafio. O prêmio será: Livro: Enquanto o amor não vem (outro livro importantíssimo para mim).
3-  Débora Kelly -  Poetisa do nosso desafio. O prêmio será: Livreto - Poemas + chaveiro
4-  Carol Gondim - A pessoa mais fofa que conheço no mundo, super responsável com o desafio (como com tudo na vida dela). O prêmio será: Dois chaveiros personalizados + botton
5-  Ane Kelly - Sofreu  para largar o celular, né nenein? Mas sempre se dispõe. O prêmio será: DVD- Clássicos Charlie Chapplin.
6-  Clara Cavalcante - A Clarinha foi um amor e suuuuper disposta. O prêmio será: marcadores + 2 bottons personalizados.
7-   Ana Maria -  Alegria contagiante. Sem mais. O prêmio será: 2 bottons personalizados.
8-  Ane Karoline - Descobri que 24 horas são suficientes. Meu prêmio foi: conseguir contar com pessoas dispostas e com um coração tão bom e perceber como essa iniciativa mudou a vida de cada um de nós. Obrigada, meus amores.
  Portanto, entre vencedores e ganhadores salvaram-se todos. O desafio foi uma experiência maravilhosa e, sim, deve reaparecer aqui no blog em breve. Quanto vale um stop na vida da gente?

Ane Karoline

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