Mesmo em 350 a.C, quando não existiam nossos smartphones, itudo e câmeras high tech, a galera já fotografava: a gente vive o momento e depois o guarda- além de no coração- em fotografias. Tudo é fotografado. Afinal, as lembranças são parte do que somos. Mas, convenhamos, que nem todas as nossas selfies são bem realizadas e -thanks God- têm uma galera que estuda essa paixão mundial e é profissional na área. Como exemplo refinadíssimo disso trago, em um breve e doce bate papo, uma amiga fotógrafa para limpar nossas lentes com dicas sobre fotografia e para mostrar um pouquinho do trabalho dela. Let's take a selfie?

  • Como você se interessou pela fotografia?
Foi quando ganhei minha primeira compacta, no ano de 2006, eu estava só com 14 anos, era criança.
Minha mãe me dizia que quando eu era pequena eu já ficava curiosa pelas fotografias, que eu gostava de ver de mexer, enfim, então acho que essa minha ligação com a fotografia sempre foi muito forte, desde que me lembro, a fotografia está envolvida em minha vida.  Quando eu comecei a praticar a fotografia, foi a forma que eu achei para me expressar, sempre de forma cômica naquela época. 

  • O que mais te faz gostar do trabalho com fotografia?

A fotografia deu certo pra mim há, mais ou menos, um ano- ainda quando eu estava grávida. A gestação influenciou bastante na hora de escolher em qual área da fotografia eu iria me especializar. Com certeza poder registrar o amor que uma pessoa tem por outra que ainda nem viu, é muito satisfatório, por eu justamente saber o que se sente, pela minha própria experiência. Registrar o amor e parceria com quem está se casando, o primeiro ano de vida, um sorriso, um sonho, uma alegria, a autoestima, uma família unida, os 15 anos, os filhos... Enfim, realmente não tem outra coisa que eu possa fazer com tanto amor e satisfação, se não a fotografia. 
  • A fotografia exige paciência?

Com certeza, exige bastante. A paciência, além da criatividade, é um dos principais requisitos para um profissional. Acredito que a paciência é só uma consequência de fazermos o que gostamos, então se há amor no que a gente faz, a paciência acaba sendo espontânea, não é verdade?!
  • As pessoas devem te perguntar isso o tempo todo, mas diz aí: qual é o segredo para uma boa foto?
(Risos). Para retratos, é sempre bom o bem estar e a autoestima do fotografado, por isso eu tento sempre deixar a pessoa super à vontade, converso, procuro saber o ângulo que ela mais explora para fazer as selfies do instagram (risos). Enfim, com certeza estar bem à vontade ajuda muito para uma boa foto, naturalidade é tudo!

  • E esse papo de que a melhor iluminação para fotografar é a solar, é verdade? 

A foto durante o dia pode ficar boa e também pode não ficar. É muito relativo porque depende de um vários fatores, mas quando se tem os equipamentos necessários para determinadas situações, o sol é coadjuvante. Particularmente, eu amo o sol e aprendi lidar com ele e ele me ajuda muito com seus efeitos que pra mim são lindos e por vezes indispensáveis.

  • E como funcionam as fotos tiradas durante a noite? 

Normalmente quando faço fotos de noite, é para eventos, que exigem de mim pelo menos um flash externo, mas pode acontecer de precisar de uma luz contínua também. Depende mais da iluminação do próprio local. Mas o processo é o mesmo. 
  • Com relação a fotos de pessoas: existem poses melhores ou piores?

Eu sempre tento conversar um pouco com o modelo antes de começar, mesmo que seja rapinho, e nem precisa ser só sobre as fotos. Eu gosto muito de conversar, conversar sobre qualquer coisa, porque mesmo sem perceber, conversando a gente acaba criando um “vínculo”, e ajuda muito, porque assim o fotografado fica bem mais à vontade: flui melhor. Tento sempre esclarecer que é muito natural ficar mais tímido no começo, que pelo menos até 20 clicks é normal ficar travado. Como já disse, gosto de saber o ângulo que normalmente exploram, na hora de se fotografar, e ai a gente vai desenvolvendo, trabalhando nesse ponto. Sempre faço de tudo pra deixar a modelo bem calma, tranquila, o mais natural possível, mas se me der espaço, peço para fazer poses mais ousadas, mas a naturalidade é tudo.
  • Você já encontrou algo muito bonito/interessante e na hora de fotografar não conseguiu capturar isso?

Já sim, e é frustrante. (risos) Quando é assim, tento de vários ângulos. É muito difícil isso acontecer, porque eu tento muito, por vezes acaba virando questão de honra, mas quando acontece não a nada mais a ser feito, se não olhar, apenas. (risos)
  • E sobre câmeras, você tem alguma preferida? Existe hierarquia na qualidade?

Bom, tenho câmeras preferidas sim, mas meu sonho de consumo mesmo são algumas lentes que, a princípio, têm sido minhas prioridades, o corpo depois com o tempo a gente muda. A qualidade não é relativa, ela é bem real. Acredite quanto mais cara melhor ela é! (risos). 
  • Já percebi que você fez vários trabalhos com crianças, inclusive babies. Como funciona?

 Essa área exige mais paciência do que o normal, claro. Mas é algo que eu adoro, particularmente falando, já devo ter citado que tenho uma grande paixão pelas espontâneas, e fotografar kids é exatamente isso, eles são o que são, e se expressam como querem, e eu amo isso. Uma outra coisa que exige muito também de mim na hora do click é a persistência. Fotografar crianças é difícil somente por esse lado, de que criança faz o que quer, e se estiver cansada daquilo, certamente ela não irá mais fazer, pelo menos não como os papais querem, ai vem o jogo se cintura. Mas é uma delícia, eu adoro.
  • E a relação maquiagem x fotografia, como funciona?

É importante. A maquiagem é sim fundamental, oras, todos os dias você se olha no espelho e vê algo que não te surpreende mais. Um ensaio fotográfico, já é em si algo pra levantar a sua autoestima, dependendo da ocasião, então é super válido antes dos click dá um up na sua aparência, para que  as fotografias não sejam somente um reflexo do que você já vê todos os dias. 
  • O que, em sua opinião, mais atrapalha a qualidade de uma foto?
Ai, depende de tanta coisa... (risos) Pode ser a luz do ambiente, a falta de equipamento, um editor amador, pode ser qualquer coisa.
  • Em relação à edição: vale tudo ou serve mais como um realce?

Por mim, a edição seria mais  para um realce, mas existem casos que são necessárias reparos pedidos pelos próprios fotografados.Eu gosto muito de fazer, mas vai muito do gosto da pessoa, para umas valem tudo para outras só o realce, mas basicamente funciona assim, a reparação, limpeza da pele, enfim, vai mais quando é requisitado.

Por: Ane Karoline
Parceria com: Sarah Raiane


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